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Por Marcio Uno

Galera, já está no ar o novo projeto dos Jovens da Betesda: O blog dos JB´s.

Acesse através do link: www.jovensbetesdaon.com.

Leiam textos de diversos assuntos desde espiritualidade à política e escritos pela juventude betesdense brasileira de São Paulo, Fortaleza, Florianópolis, Minas Gerais.

Divulgem nosso trabalho!!!

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Por Marcio Uno

É manhã. Avistamos o raiar do sol
Há muitos caminhos para se trilhar
Olharemos para o mesmo horizonte
E seguiremos numa só direção
No calor tímido do amor em construção

Ao meio-dia. O brilho da luz no mar
É o reflexo de nossas almas
A união em qualquer circunstância
Que revela o sincretismo dos sentimentos e de momentos
Alegrias, sofrimentos, conquistas, inseguranças e medos

Chega o entardecer. O crepúsculo anuncia a nostalgia
É impossível não lembrar de você, de nós
Da história alicerçada no respeito
Que confunde as lembranças, o presente
E o futuro que virá eternamente

Já se faz noite. Brilham as estrelas celestiais
A lua viajante nos ilumina
Na partilha do pão, nasce uma canção
Na entrega em doação, surge a companhia
Testemunhamos o divino em parceria

Pela madrugada fria. Ventos agitam os oceanos
Com dificuldades navegamos
Atravessamos as correntezas e tempestades
E juntos remamos na esperança
Com coragem em busca da bonança

É manhã. Renasce a estrela da manhã
Resplandece o afã da juventude
E enobrece o sorriso da criança
Nem a morte anulará o preço
Do nosso amor que vive de recomeços

Cruz de CristoFoto extraída do site: holofote.net/biblia-on-line/

“Usando termos teológicos, dever-se-ia explicar assim: a salvação aparece na derrota de Deus por Deus, na vitória do Deus salvador e vivificador sobre o Deus julgador e destruidor, na derrota da ira de Deus pela bondade de Deus.” – Jürgen Moltmann, em Teologia da Esperança (p. 149).

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Imagem Extraída do blog: http://meninavoadora.blogspot.com

Meu Deus, me dê a coragem

Meu Deus, me dê a coragem
de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites,
todos vazios de Tua presença.
Me dê a coragem de considerar esse vazio como uma plenitude.
Faça com que eu seja a Tua amante humilde,
entrelaçada a Ti em êxtase.
Faça com que eu possa falar com este vazio tremendo
e receber como resposta
o amor materno que nutre e embala.
Faça com que eu tenha a coragem de Te amar,
sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo.
Faça com que a solidão não me destrua.
Faça com que a minha solidão me sirva de companhia.
Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Faça com que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços o meu pecado de pensar.

Clarice Lispector

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Por Moisés Alves

Na modernidade surge aquilo que filósofo Max Weber chama de “desencantamento do mundo”. Ao desenrolar da modernidade, nascem os processo de cientificidade e secularização, ate então, fenômenos absolutamente novos para o homem moderno. A humanidade desprende do arcabouço religioso do pensamento para encontrar a razão destituída de sacralidade. A inteligência perde sua perfeição. Bem apropriada a afirmação de São Tomás de Aquino: “a razão é a imperfeição da inteligência”. A inteligência humana abarca não apenas a coerência de raciocínios, de idéias, mas também a intuição, a estética, a emoção, etc.

O cristianismo sofreu muito com esse processo de desencantamento do mundo (lembrando novamente Weber). Uma das grandes perdas do cristianismo nos últimos séculos foi justamente a dimensão mística dos católicos e protestantes. Os católicos foram aprendendo a rezar a partir dos livrinhos impressos pelo Vaticano – a oração passou a ser decorada e mentalizada. Os protestantes mais radicais foram tomando conhecimento que o lugar de orar é no templo e quando não se pode ir ao templo faz sua oração em casa estipulando horários de madrugada. Orar pra eles, diz o professor Rubem Alves: “é suplica, petição, luta com Deus”.

Como você pode perceber, oração também passou por esse processo de desencantamento. Mas a pergunta está ai: Como recuperar a experiência mística mais profunda na América Latina? Se quisermos recuperar essa tradição mística, antes de tudo, em nossa alma, temos muito a aprender com eles: Tertuliano,Gregório de Nicéia, Pseudo-Dionísio, Meister Eckhart, Plotino, Nicolau de Cusa, João da Cruz, Bruno Giordano, John Scotus Eriugena,Tereza de Ávila, Ramon Llull, Bajesid Bostami e Tersteegen. Eles ousaram colocar Deus no centro da subjetividade humana. São João da Cruz consegue desprender a espiritualidade cristã de um Deus distante e punidor, para centralizá-la na relação com Deus-amor que habita no interior de cada pessoa.

A partir das seguintes tradições de experiência mística com o divino aprendemos que oração antes de qualquer coisa é estar com Deus, ser íntimo Dele, ter experiências de amor com Ele, dialogar com Ele, e viver com Ele. E os místicos do deserto fizeram isso muito bem.

Na oração nos deparamos às vezes com o nada, o vazio e o mistério. Mas não se preocupe, na verdade, o “nada tanto quanto o “vazio” são ideogramas numinosos do “totalmente outro”que é o Deus”, na concepção de Rudolf Otto.

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