Good Morning, Holy Spirit

Terminei de ler o livro “Bom dia, Espírito Santo”. Ele foi escrito por Benny Hinn, uma das pessoas mais polêmicas no meio evangélico dos EUA por suas estranhas formas de condução do culto, de práticas um tanto quanto duvidosas diante da palavra de Deus.

Sempre ouvi muito sobre esta obra (que aliás, teve milhares de exemplares vendidos) e, com um pré-conceito, via o livro como uma heresia pura diante dos comentários, porém nem sequer o tinha lido. A minha expectativa era encontrar problemas e erros doutrinários/teológicos do começo ao fim da leitura, porém não foi bem assim.

Realmente, há grandes confusões quanto à Trindade, há uma valorização exacerbada do Espírito Santo, contradições do próprio autor em relação à datas e lugares, espiritualismo extremista, porém, por outro lado, percebi que ele tenta (com erros e acertos) incentivar outras pessoas em buscar uma intimidade e relacionamento com o Espírito Santo. Tanto é que, há muitos relatos de pessoas que se converteram ou mudaram sua vida cristã através desse book.

Não estou querendo defender esta obra, muito menos recomendo para leitura, porém compartilho que, julguei antes de conhecê-la. Embora serem estranhas, não quero anular todas as experiências que Benny relatou ter com o Espírito Santo, muito menos tomá-las como doutrina pessoal para minha vida, porém há um princípio importante que levarei comigo, o devocional diário com Deus.

Agora, dentre prós e contras, abaixo alguns trechos do livro que considerei esquisitos:

Pág 16: “Naquele momento ela mostrou uma ousadia que eu nunca vira em outra pessoa. Apontou com o dedo em riste, com enorme poder e emoção e até mesmo sofrimento. Se o próprio diabo estivesse lá, ela o teria derrubado com um simples golpe.” – relatando quando estava na Primeira Igreja Presbiteriana em Pittsburgh, reunião de Kathryn Kuhlman, na década de 1970. – Complicado se achar super-homem

Pág 20: “Senti como se tivesse sido transportado para o céu. É claro que não fui, mas acredito sinceramente que o céu não possa ser melhor do que aquilo. De fato pensei – se abrir os olhos, vou estar em Pittsburgh ou dentro dos portões de pérolas.” – Benny Hinn, orando em casa, comparando sua visão como igual ou superior o céu. – Nem mesmo aquele que foi ao terceiro céu relatou algo igual

Abaixo, leia dois trechos que se contradizem: 

Pág 121: “Não podemos dizer, dá-me mais de Ti, mas justamente o oposto. Você não deve clamar ao Espírito – por favor, tire mais de mim. – Ele não se rende a você! Nada disso. Você se entrega a Ele.”

Pág 60: “Certa vez, na Inglaterra, eu me hospedara na casa de uma família cristã. Meu quarto era na parte superior da casa. Uma noite eu me achava perdido no Espírito, falando com Ele na maior empolgação. A dona da casa me chamou, – Benny, o jantar está pronto.Mas eu estava radiante de alegria e não queria descer. Ela chamou de novo – O jantar está pronto. Quando me preparava para sair, alguém tomou a minha mão e disse – Mais cinco minutos. Só mais cinco minutos. – O Espírito ansiava pela minha comunhão.”

Pág 111: “Isso aconteceu de novo no cenáculo. Cento e vinte fiéis se reuniram e o Espírito de Deus encheu o templo. Por que 120? É o número do término da era da carne e do início da era do Espírito.” – Ainda reclamamos dos numerólogos, astrólogos, tarólogos, etc…

Pág 128: “Quero contar-lhe algo que vim a saber. O Espírito Santo não é apenas Deus, Ele é também o Pai do Senhor Jesus Cristo.” – Trindade confusa

Julgue como quiser.

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