Rubem Alves Equivocado?

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OBS: Alterei o título do texto depois de 5 anos de “Rubem Alves Equivocado” para “Rubem Alves Equivocado?”. Hoje, concordo com a conclusão de Rubem Alves, conforme comentários que coloquei neste texto.

Abaixo, transcrevo um trecho da Revista Ultimato, Janeiro/Fevereiro de 2008, com o título: “Rubem Alves Equivocado”. Embora apreciar esse grande teólogo, creio que, a meu ver, foi infeliz em suas conclusões:

“Ao mesmo tempo, o sacrifício expiatório realizado por Jesus Cristo é uma das verdades mais questionadas pelos céticos. Recentemente, o apreciado teólogo, filósofo e psicanalista Rubem Alves tornou a negar o significado salvífico da morte de Jesus, anunciada pelo profeta Isaías 700 anos antes de Cristo: “Todos nós éramos como ovelhas que haviam se perdido; cada um de nós seguia o seu próprio caminho. Mas o Senhor castigou o seu servo [Jesus Cristo]; fez com que ele sofresse o castigo que nós merecíamos” (Is 53.6, NTLH). Em dezembro de 2000, Rubem Alves fez uma estranha confissão à revista Isto É: “Hoje, as idéias centrais da teologia cristã em que acreditei nada significam para mim: são cascas de cigarras vazias. Não as entendo. Não as amo. Não posso amar um Pai que mata o Filho para satisfazer sua justiça” (Isto É, 20/12/2000, p. 90). Exatamente sete anos depois, através de um artigo publicado na Folha de São Paulo, o ex-pastor da Igreja Presbiteriana de Lavras, MG (de 1959 a 1966), volta a questionar: “Sinto uma dúvida crescente sobre a paixão de Jesus”. Logo em seguida, diz que a oração de Jesus no Getsêmani (“Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu queres”) “parece ter sido copiada de um texto de teatro…” e pergunta ao leitor: “Você acredita nisso?” (Folha de São Paulo, 2/10/07, p. C2).

Muitos cristãos respondem tranqüilamente: “Nós acreditamos”!”

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6 comentários sobre “Rubem Alves Equivocado?

  1. “…É uma tarde fria, tempestade de neve… que me deixa apenas a alternativa de ficar em casa… mas não sozinho. “Bach: Greatest Hits” me faz companhia (quantas centenas de vezes eu ouvi aquele álbum?)… e as nuvens do incenso que sobem… chamando para esse quarto uma multidão de pessoas queridas… memórias de tempos passados. E, não obstante… há uma enorme área vazia no meu coração -“Jesus: alegria dos desejos dos homens”… sim… sim…-, mas não é verdade que existe também uma inescapável solidão nessa “alegria do desejo’?
    Sinto uma dúvida crescente sobre a paixão de Jesus. Certamente muito do que se diz foi inventado depois que as coisas aconteceram, você não concorda?
    “Não a minha vontade, mas a tua” -isso parece ter sido copiado de um texto de teatro… Você acredita nisso? Esse texto falsifica o que aconteceu que, para Jesus, tinha de ser muito doloroso… a escuridão do não saber. Duvidar de Deus… Mas onde estão as partituras para essas canções de amor que nos convidam a cantar? O amor está no meu coração… Eu sinto dentro de mim uma profunda conexão de tudo isso com a vida. No entanto… como é que vamos cantar as notas? Onde está a coreografia para essa dança?”

    Este é o texto original de onde o escritor citou as palavras do Rubem Alves… lendo o texto parece-me que o que Rubem Alves questiona é que este texto onde se lermos literalmente, parece que Cristo pede para passar o calice do sacrificio mas mesmo assim ele fala que fará a vontade do pai… Bem, eu nao acho que naquele momento Jesus estava fugindo do sacrificio mas sim pedia para que passasse aquele sofrimento momentaneo que ele estava sentindo ao ponto de suar sangue sabendo que a sua morte estava chegando…O calice que Jesus pediu para passar dele não era o sacrificio mas sim aquele sofrimento no getsemani…mas isto so Deus poderia remover…
    Não foi um mandado de Deus o sacrificio…mas foi um doar-se… Acredito que em nenhum momento Jesus arredaria o pé….pois foi ele mesmo que se auto ofereceu como sacrificio…
    Se cremos na trindade, ambos se deram por nós…Deus não matou Jesus para justiça… A Trindade se ofereceu…

    Bom, penso que era nisto que Rubem Alves questiona. Por isto que se este texto tem o sentido de que Jesus estava pedindo pra afastar o calice, e este calice seria o sacrificio, fica a idéia que ele estava indo contra a propria vontade e so obedecendo o pai, o que não é verdade. Jesus se deu por livre amor.

  2. Márcio,

    Vc fez exatamente o que o autor do artigo da Últimato queria: passou pra frente a idéia de que o Rubem Alves não é digno de confiança, de ser lido ou ouvido.

    Faz tempo que o Rubem Alves declarou que não concorda com a teologia sistemática clássica cristã. Isso não é novidade.

    O autor do artigo está batendo em defunto. E isso deixa claro sua má intenção e tendência. A revista Últimato é tendenciosa, tanto como a Veja ou a Superinteressante, para seus devidos públicos.

    A intenção é que o Rubem Alves caia em descrédito no meio evangélico. Mais, a intenção é usar o nome do Rubem Alves para dar ibope.

    Não vou defender o Rubem Alves pq ele não precisa da minha defesa.

    No meio evengélico existe um hábito nojento: “fritar” qualquer um que pense diferente de mim. Existem muitos exemplos, como o Augusto Nicodemus “fritando” o Ricardo Gondim.

    O que o autor fez foi exatamente isso.

    Para considerar o Rubem Alves equivocado, seria necessário provar que a teologia sistemática clássia cristã (cristologia) é verdadeira e absoluta – o que é uma tremenda besteira. Isso seria fundamentalismo, a doença da religião.

    Podemos considerar que Rubem Alves tem uma opinião diferente da cristologia clássica. Somente isso.

    Portanto, o equívoco está em considerar Rubem Alves equivocado.

    Abraço,

    Lucas

  3. Repensei sobre o que postei e agora entendo melhor o que Rubem Alves quis dizer. Realmente esse fundamentalismo religioso e essa teologia sistemática já não conseguem comunicar a Teologia para nós hoje.
    Recomendaria ler o livro “Os Evangelhos Sinóticos” da Editora Paulinas.

  4. Moises alves

    leiam os livros de Jessa Vermez, Duminic Crossan, Edward Cornelis Florentius Alfonsus Schillebeeckx,Rudolf bultmann,Paul Tillich,Ernest Kasemam, Friedrich Daniel Ernst, Adolf von Harnack,Schleiermacher,David friedrerich straus, Christian Hermann Weisse, Ernest renan…

    Leiam os teologos da criticaliteraria-historica.

  5. Ricardo

    Discutir Deus, fora do contexto da sua Palavra, realmente não nos leva a lugar nenhum. Deus criou todas as coisas, inclusive o perverso para o dia da sua ira.

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