Ainda não morreu

Por Marcio Uno

Será que é a pós-modernidade, a globalização
Ou a era “high tech”?
Talvez seja a “sociedade líquida” de Bauman
Ou a tendência de isolar a humanidade com o que é “human”

Valores modificados, abandonados ao tempo
Se há, qual o valor dos valores?
Um alto preço, árduo, tiram-se as máscaras
Onde estão os atores?

Felizes, se entregam em matrimônios
Tomados por impulsos, coisas de momento
“Chronos” vos devoram, acabam com vidas
E trajetórias, com as únicas histórias
Traidores, adúlteros dos sentimentos

A peça já começou, sou platéia por favor
Esqueceram do Diretor (que se dane),
I don´t know too, melhor é a performance:
“And the Oscar goes to…”

Tornei-me um descrente, não
Não me venha com a religião,
Muito menos com a razão
Elas não sabem o que proclamo,
Desconhecem quais são as trilhas do coração

No meio do paradoxo sou tomado por esperança
Aquela, que é a última que morre. Morre?
Deixo sepultado a nostalgia, a magia divina
E tudo o que não é insólito, não me amole

Espere, respondo o questionamento
Se é só ilusão? Ainda creio que
Melhor é frustar-se por tentar
Do que nunca ter tentado
Sim, quero tentar e ser tentado

Consciente sou Marisa Monte
Realmente “Não é fácil”, I know,
Embora enfeitiçado com Renato Russo
Indagando explicações para quem o inventou

Lanço-me nos rios violentos,
Molho cabelos e tornozelos
Ainda nado com bóias, tímido eu
Pouco a pouco mergulho nas correntezas do amor
Aquele que ainda não morreu, Nasceu?

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4 comentários sobre “Ainda não morreu

  1. “Melhor é frustar-se por tentar
    Do que nunca ter tentado”
    … pq se nunca tentarmos,
    o sofrimento é insuportável!


    Eeeeeeee Marcinho!
    até q enfim te vi ontem, tava com saudades de vc! e vê se passa lá meu blog 😉
    bjokas amigo =*

  2. van

    Marcito!!!!

    meu, que lindo…gostei demais! a leveza da tua crônica (?) me levou pras nuvens!

    que lembremos td os dias o valor dos valores, para que não morra aquela que não morre nunca…

    com amor
    bjos
    van

  3. van

    Marcito!!!

    meu, que lindo! gostei demais!! a leveza da tua crônica (?) me levou pra perto das nuvens…=)

    que lembremos todos os dias o valor dos valores para que não morra nunca aquela que nunca morre

    com amor
    bjos
    van

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