PAX: Romana x Christi

Por Marcio Uno

Existem dias que o céu escurece
E a chuva lava o solo com sangue
Lágrimas descem, escorrem pelo chão
Qual o valor da vida então?

Restos mortais são troféus, honra
Medalhas no peito, instrumento nas mãos
A coragem se confunde com a brutalidade
E a bravura por um instinto selvagem

Gritos horrendos são passatempos
Feridas na alma são mais violentas
Que as dores sentidas no corpo
Causadas pela intolerância e arrogância humana

Cabul já é devastada, queimada:
“Viva a Luta contra o mal”
Brada o Senhor da Guerra em voz prepotente
Não gosta de crianças e de inocentes

Querido Timor, até quando?
Lorosae e Loromono não entram em acordo
O passado sangrento e obscuro anulam os sentimentos
Da bandeira que sinaliza a libertação e paz ao vento

 Em nome do colonialismo, da política e da religião
Aumento do ódio, destruição de uma nação
Entre tutsis e hutus, genocídios e rivalidades
A esquecida Ruanda, escrava de massacres

Já não te vejo nessa escuridão
Embora sei que estás aqui por perto
Quero escutar tua voz nem que seja uma vez:
Paz na terra aos homens de boa vontade

Há momentos que aparecem as estrelas
Mesmo no firmamento acinzentado
Raia a luz nessa terra, brilha na timidez
Secam-se as marcas deixadas pela altivez

Meu Deus, Meu Deus!!! Onde está
O Mundo que o cantor profetizou
Where is, where is
“Imagine all the people”

A Inspiração vem de um Reino
Que não é governado pela brutalidade
Transformado em redenção, libertação e amor
O que era símbolo da crueldade

Afinal, ela tem um preço
Assim como o músico proclamou
Que sem voz ela não é paz,
É medo

Russo tinha razão, é tão estranho
Os bons morrem jovens, 50, 60, 70 anos
Não são suficientes pela eternidade
Que possuíam no coração

Com a voz rouca e sem força
Ainda grita Luther King:
“I have a dream, I have a dream”
Que ela reine sem fim

Na galeria dos hérois
Ainda procuram encontrar alguém
Que o mundo não é digno
Olham para o espelho também

Sei, Tudo é muito utópico
Mas se não for, o que será de mim?
Sou sustentando pelo fio da esperança
Pelo nascer do sol e pela bondade na lembrança

Já não te vejo nessa escuridão
Embora sei que estás aqui por perto
Quero escutar tua voz nem que seja uma vez:
Paz na terra aos homens de boa vontade

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Um comentário sobre “PAX: Romana x Christi

  1. Thaís Campos

    Lindo querido!
    Que este fio de esperança continue a renovar-se…
    Mesmo que seja utópico, importa não deixar de sentir, importa continuar enchergando tudo isso, e ainda ser inspirado”pelo nascer do sol e pela bondade”… E desejar:
    “escutar tua voz nem que seja uma vez: Paz na terra aos homens de boa vontade”
    Se não for assim, realmente amor, o que será de todos nós?!
    Beijos!!!

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