Polyana, Madagascar II e Eu

Imagem Extraída de: http://www.45graus.com.br/veja-trailer-de-madagascar-2-a-grande-escapada,cine45,32081.html

Por Marcio Uno

Escrevi, em 2009, “Meu Pequeno Lírio Branco” e em 2011, “A inspiração de um pai”. Volto para dedicar meu tempo e palavras a linda Polyana que está com 2 anos e 7 meses.

Cotidianamente, em ambiente de trabalho, presencio conflitos familiares de diversas espécies. Choca-me muito quando filhos sonham pela presença dos pais e estes, seja lá qual for a circunstância ou justificativa, os abandonam ou nem sequer querem manter qualquer tipo de contato afetivo com aqueles.

Pois bem, minha filha foi ao cinema assistir ao animação que está em cartaz: “Madagascar 3 – Os Procurados”. Na mesma semana, comprei o filme anterior desta série e vendo juntamente com ela, tive uma grande surpresa.

No início do enredo, caçadores capturam o pequeno leão Alekay (Alex) na savana africana, colocam-no num caixote de madeira e fogem em disparada da reserva com um jipe. Zuba, o leão pai, percebendo a ação dos exploradores, corre atrás do carro para salvar a cria. Consegue soltar as cordas que amarravam a caixa na traseira do automóvel, porém leva um tiro e cai zonzo no chão. Neste ínterim, enquanto o leão se recuperava, a caixa em que Alekay se encontrava cai no rio e Zuba, não se dando conta do ocorrido tenta mais uma vez alcançar os indivíduos, porém sem obter êxito. Durante a trajetória do filhote em águas fluviais até ser encontrado e resgatado no mar e viver em Nova Iorque, ouve-se este chamando pelo pai.

Após a gênese, olhei para a Polyana. Ela, sentada ao lado, se vira para mim e com olhos marejados, indaga-me: “Cadê o papai dele? Tadinho”.

Nunca me esquecerei deste fato, assim como aquela tarde angustiante quando eu sofrendo diante de uma crise de ansiedade e você, Sayuri, sorriu para o papai. E conforme os dias vão se passando, faz-me perceber o quanto meu papel de genitor é importante, qual a influência que tenho no intuito de te ajudar a construir essa história e fico muito satisfeito em saber que se sente amada e querida por mim.

Polyana é, sem dúvida, uma das coisas que ainda me faz ter força para seguir as trilhas mais íngremes e dolorosas da vida. Minha filha, quando te avisto, não me contenho e choro. Muito obrigado pelo aprendizado que tenho contigo. Amo-te!!!

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