2012: Ano preto-branco

PB-04

Imagem Extraída de: http://theconceptartblog.com/2011/05/12/os-cinzas-na-concept-art/

Por Marcio Uno

Meu pai nasceu na década de 40, século passado. Viveu o nascimento da televisão no Brasil e transmissão das imagens em preto e branco. Foi por este e outros meios de comunicação que presenciou os anos dourados do time do Parque São Jorge de Baltazar, Cláudio e Gilmar ser Campeão Paulista de 1951 e 1952 e do Torneio Rio-São Paulo de 1950, 1952 e 1953, além de ganhar o título do IV Centenário da Fundação da Cidade de São Paulo em 1954.

Sofreu 22 anos com o jejum. Teve a oportunidade de ver Roberto Rivellino jogar, a primeira invasão corintiana no Maracanã nas semi-finais do Campeonato Brasileiro de 1976 e o eterno e duro gol de Basílio que deu o Campeonato Paulista de 1977 ao Timão, sob o comando do grande Osvaldo Brandão. Também presenciou o movimento da democracia corintiana e o Bicampeonato Paulista (1982-1983) arquitetado por Sócrates, Wladimir e Casagrande.

Juntos, eu e ele, desfrutamos do Corinthians de Ronaldo, Wilson Mano e Viola, Campeão Paulista de 1988; de Neto, Ronaldo e Tupãzinho, Campeão Brasileiro de 1990; de Marcelinho Carioca, Viola e Zé Elias, Campeão Paulista e da Copa do Brasil de 1995; de Edílson, Marcelinho e Vampeta, Bicampeão Brasileiro de 1998-1999; de Rincón, Edílson e Dida, Campeão Mundial da FIFA de 2000 e a segunda invasão corintiana no Maracanã; de Tevez, Nilmar e Jô, Campeão Brasileiro de 2005; do triste rebaixamento do Campeonato Brasileiro em 2007; da volta com a conquista do Campeonato Brasileiro de 2008 da segunda divisão; do renascimento de Ronaldo, Dentinho e André Santos, Campeão Paulista e da Copa do Brasil de 2009.

Nós, eu, meu pai e minha filha, contemplamos o centenário do Todo Poderoso, o maestro Tite e o elenco maravilhoso de Emerson, Paulinho, Paulo André & CIA ser Campeão Brasileiro de 2011, Campeão invicto da Libertadores de 2012 e, agora, Bicampeão Mundial da FIFA de 2012 com direito a terceira invasão corintiana, no Japão.

Com meu pai, aprendo a determinação. Mesmo diante dos 22 anos de angústia, de ter o carro amassado por torcedores de seu mesmo time na final de um campeonato, do rebaixamento à série B e das piadas de rivais, não deixou de ser corintiano. Igualmente, ensina-me a longanimidade para colher os frutos da esperança.

2012 foi um ano cinzento. Primeiro, pois a mistura das cores alvinegras deu um tom especial a mais de 30 milhões do “bando de loucos”. Segundo, que apesar de não ser um ano glorioso em minha caminhada, ando com perseverança e confiança por dias mais ensolarados no novo calendário. É na história de um clube e suas conquistas e nos passos de um homem que a vida se faz e (re)faz.

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