Um Pequeno Texto às Mulheres

Bia, mãe e Poly

Por Marcio Uno

Sempre fui envolto por muitas mulheres. Já me chamaram até de prometido da prece de Ave-Maria: “bendito sois vós dentre as mulheres”. Na infância, andava com minha mãe e irmã nas casas das comadres, amigas, tias, primas, avó; na faculdade, eram 90 % da classe; meus melhores amigos são do sexo feminino; no serviço, trabalhava com 15 mulheres no setor e eu, um solitário homem – imagine a loucura, e no outro, dominavam a família forense; quando me casei, elas eram a maioria; hoje, estamos numericamente empatados: moro com uma especial.

Com elas, tive alguns dos maiores sofrimentos, decepções e choros na vida; encruzilhei-me diante das brigas e disputas do gênero; aprendi sobre sensibilidade, percepções, detalhes femininos, expressividade, toques especiais de prazer e amor, tensões pré-menstruais, dores, inchaços e irritações, dietas, compras, roupas, neuras, emoções, coragem e garra pela vida. Enfim, um vasto e multidisciplinar ensinamento: de moda a modess.

Logicamente, ainda há muita coisa a se aprender com tais joias preciosas e sigo buscando conhecê-las e compreendê-las – quão difícil missão. Durante minha história, algumas me abandonaram abruptamente; outras, rejeitei veementemente; umas, passaram, deixaram marcas e seguiram por outros caminhos; poucas ficaram, fizeram moradas e escreveram belos poemas em meu coração. Todas, transformaram-me.

Deus, quando inaugurou seu jardim, colocou em exposição várias obras de arte. A mais encantadora era a que ficava ao centro, do lado da árvore do conhecimento do bem e do mal. Pintada, de um lado com cores fortes e vivas, do outro, trazia o equilíbrio em cores amenas e tranquilizantes; com curvas acentuadas, efeitos de linhas e sombras, aquarelas, perspectivas e profundidades, a criatividade era estonteante.  O homem, por sua vez, arrebatou-se com a mais bela e valiosa peça do ateliê.

E estas são vocês!!! Lindas, Inefáveis, Indescritíveis, Apaixonantes, Dignas de Contemplação, trazem tesão e deslumbramento aos olhos, mente, corpo e coração.

Não tenho pudores e, sem ressalvas, digo que minha alma é poligâmica. E não satisfeito, procuro a quarta amante. Para além das generalizações, dedico especialmente palavras e carinho às três mulheres com as quais me casei eternamente: a minha essência, querida mãe Francisca; a uma das minhas melhores amigas, querida irmã Bianca; e a um ser pequeno que ainda nem sabe direito o quanto me faz um grande homem, minha querida filha Polyana.

Desejo-lhes um feliz e simbólico Dia Internacional das Mulheres!!!

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6 comentários sobre “Um Pequeno Texto às Mulheres

  1. Quitéria Gomes

    Marcio, que lindo seu texto! Eu já gosto de você sem te conhecer pessoalmente. Agora entendo porque a Claudia e Fernanda gostam tonto de te ter como amigo, Deus te abençoe e te guarde.

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