A Verdade Não Dita: o Serviço Público e a Previdência Social

Imagem Extraída de: https://www.apostagem.com.br/2017/07/26/economistas-afirmam-que-pdv-pode-agravar-crise-servidor-publico-nao-e-culpado-pelas-contas-negativas-do-governo/

Por Marcio Uno

Desconheço a autoria da base do texto. Fiz alguns complementos com informações e outros argumentos.

A CPI da Previdência no Senado Federal demonstrou no relatório final quais são os verdadeiros causadores de um suposto “rombo” na previdência social que o governo insiste em relatar: A DRU, desvinculação da receita da união, que desvia todo ano 30 % do orçamento da seguridade social (querem aumentar para 50 % através de uma Proposta de Emenda à Constituição – PEC); o perdão de dívidas, através do REFIS, dos grandes devedores tais como empresas, políticos, bancos, que devem bilhões à seguridade social; a falta de evolução no monitoramento e nos sistemas que possam dificultar a ocorrência das fraudes e de operações de quadrilhas nos pagamentos indevidos dos benefícios previdenciários; déficit criado através de artífices contábeis pela fazenda pública, tendo em vista que somente usa como base de cálculo a contribuição mensal das empresas e dos trabalhadores e desconsidera as diversas fontes de financiamento previstas na Constituição Federal que compõe o orçamento da seguridade social (PIS, PASEP, COFINS, CLL, etc).

Abaixo, uma resposta aos ataques e propagandas enganosas que o governo tem feito contra os servidores públicos colocando-os como o principal problema das contas previdenciárias no país:

Sou Servidor Público:
– Concursado, não fui indicado por ninguém. Ocupo meu cargo e minha função por esforço próprio, após estudos intensos, exames médicos, atestados de idoneidade, curso de formação, etc;
– NÃO recebo: FGTS, bônus, participação nos lucros, 14º salário, adicional noturno, insalubridade, periculosidade, horas-extras, adicional por sobreaviso, ou qualquer coisa deste tipo;
– Minha estabilidade contra demissão arbitrária tem um motivo: é assegurada para que eu sirva ao povo e não a “governos de ocasião” e politicagens, sejam eles quais forem (não existe estabilidade para casos de demissão por improbidade administrativa, infrações disciplinares graves, cometimento de crimes, etc);
– Foi necessário passar em um disputadíssimo concurso público para tal, com várias etapas eliminatórias e classificatórias;
– Venho atuando com boa técnica e seguindo os princípios éticos e legais, cumpro meus horários e todas as minhas obrigações funcionais, realizo capacitações e sou submetido por avaliações periódicas de desempenho;
– É injusto e covarde ver campanha na mídia desmoralizando os servidores públicos, estáveis ou não;
– Se o governo está em crise, a culpa não é de quem trabalha para ele;
– Quando divulgam os gastos com a folha de pagamento e despesas do serviço público citam somente SERVIDORES e, no entanto, esquecem de diferenciar os gastos dos subsídios e benefícios vultuosos dos cargos de elite e de alto escalão – políticos, ministros, cargos comissionados, desembargadores e juízes – com o servidor público em geral;
– Não sonego impostos (o I.R. já vem retido na fonte), e todos os anos faço minha declaração de imposto de renda e de evolução patrimonial, sujeitas rigidamente às análises dos tribunais de contas e órgãos de controle, ao contrário de muitos empresários (muitos deles parlamentares) que burlam o sistema, além de receberem incentivos fiscais escandalosos. A maior parte do meu salário retorna aos cofres públicos através das taxações dos impostos, contribuições e taxas recolhidas na fonte e os que incidem sobre consumo, bens e serviços;
– A minha aposentadoria decorre dos 11% do valor bruto do meu salário que pago mensalmente. A iniciativa privada recolhe, no máximo, 11% do valor do teto do RGPS, enquanto eu recolho 11% do salário bruto. O governo quer aumentar a contribuição para 14 % do bruto. Ao contrário do trabalhador privado, eu continuarei a recolher tal alíquota mesmo após me aposentar. Repito, essa alíquota incide sobre TODO o salário bruto;
-Desde 1998 o serviço público tem idade mínima para aposentadoria; a partir de 2003 não existe mais a aposentadoria integral, sendo aplicada a mesma regra da gestão privada; e de 2013 em diante servidor se aposenta com o valor do teto do RGPS, tendo que fazer uma previdência complementar para o valor que ultrapassar o limite.
– A quebra da previdência e finanças públicas é resultado dos modelos de gestão, renúncias fiscais, inadimplência e perdão da dívida dos grandes sonegadores (REPITO, INÚMEROS DELES, PARLAMENTARES legislando REFIS em causa própria), desvio de finalidade, de muita corrupção e má administração dos recursos públicos, além da DRU – desvinculação da receita da união – que tira todo ano 30 % de todo o orçamento da seguridade social criando um rombo nas contas previdenciárias, a falta de evolução no monitoramento e nos sistemas que possam dificultar a ocorrência das fraudes e de operações de quadrilhas nos pagamentos indevidos dos benefícios, artífices contábeis usados pela fazenda pública que omite na conta diversas fontes de financiamento da seguridade social estabelecidas pela Constituição Federal: não se deixe enganar;
– A crise econômica e política, a falta de acesso à saúde e demais serviços por parte da população não são culpa do funcionalismo público, e sim de quem legisla e governa esse país;
– Como não é interesse do governo em mexer nos juros da dívida pública e na cobrança das sonegações, estas que deveriam ser feitas para o início do saneamento das contas públicas, o Estado opta pela manutenção dos privilégios – DE FATO – do grande baronato, do mercado especulativo financeiro e das elites políticas, econômicas e sociais do país. Para isso, deve-se cortar despesas dos trabalhadores e servidores brasileiros.

OBS: O governo joga um discurso de combate aos privilégios, polarizando o serviço público do privado, porém querem afetar a todos os trabalhadores brasileiros, sejam eles do RPPS ou do RGPS. QUE A REFORMA SE INICIE DE CIMA PARA BAIXO.

Por favor, repasse esse texto aos seus contatos pois a TV, jornais, rádios não divulgarão tais informações, visto que a maioria dos meios de comunicação recebem variados “benefícios” do governo.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s