Os números de 2011 no Caminhada e Missão

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um comboio do metrô de Nova Iorque transporta 1.200 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 6.100 vezes em 2011. Se fosse um comboio, eram precisas 5 viagens para que toda gente o visitasse.

Clique aqui para ver o relatório completo


Medicina da Alma


Imagem extraída de: http://jornalistafrustrada.blogspot.com/2011/02/busca.html

Por Marcio Uno

Trabalhei em um hospital público durante 3 anos e meio. Realmente o ambiente não é nada agradável, mas a reflexão e aprendizagem neste local é fertilíssima.

Roberto Shinyashiki, médico psiquiatra, consultor organizacional e conferencista, em entrevista a revista “Isto É” declarou: “Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. A maior parte pega o médico pela camisa e diz: ‘Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei à vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz’. Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas. Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida.”


Carta Aberta ao Ricardo Gondim

http://cartaabertajb.blogspot.com
Carta da liderança dos Jovens da Betesda de São Paulo a Ricardo Gondim

Em tempo de mentiras, fofocas, intrigas e má fé, é importante descer do muro e se posicionar. Quem assim orientou foi o Dr. Martin Luther King Jr., que em sua carta da prisão em Birminghan, de 1963, escreveu: “Mais nociva que a minoria de homens maus que criam a injustiça é a maioria de homens “bons” que não fazem nada para denunciá-la”.

Dr. King dirigiu a carta aos pastores brancos que o pressionavam a se calar a respeito dos direitos civis dos negros, criticavam suas manifestações, chamavam King de extremista, anarquista, ateu e humanista.

Isso aconteceu numa época em que ter a pele escura, nos EUA, era sinônimo de “não ser gente”. Quem era o Dr. King para querer transformar negros em gente e lhes dar direitos civis?

O argumento vigente contra os direitos civis dos afro-americanos vinha da Bíblia. A maioria dos cristãos (brancos, claro) afirmava que Deus não queria que os diferentes descendentes de Noé fossem misturados aos brancos puros, alvos mais que a neve.

Da boca do falecido senador norte-americano Absalom Robertson – pai do famoso televangelista Pat Robertson – veio a conclusão que representava a mentalidade branca cristã norte-americana na década de cinquenta: “Eu certamente gostaria de ajudar as pessoas de cor, mas a Bíblia diz que não posso” [i].

Cada época tem seu argumento bíblico conveniente para oprimir as minorias.

Voltando ao assunto, não podemos nos calar diante de uma cruel injustiça que estamos testemunhando. Queremos fazer algo para denunciá-la. Não podemos ver lobos em pele de cordeiro dar a última palavra como se fosse verdadeira.

A injustiça a qual nos referimos é o violento e sistemático ataque ao Pr. Ricardo Gondim. Não é de hoje que os ataques acontecem, mas pioraram dramaticamente depois de sua entrevista à Carta Capital, quando se posicionou a favor de estender direitos civis aos homossexuais, garantindo-lhes o reconhecimento jurídico de união estável perante o Estado.

A partir daí mentiras foram inventadas, de propósito, por pessoas de má fé que não gostam do Gondim e que queriam, a todo custo, que sua voz fosse enfraquecida no universo evangélico brasileiro.

Interessante é que a maior parte de seus acusadores e perseguidores nunca leu um livro que ele escreveu, ou um artigo, uma entrevista, nunca foram em um culto na igreja Betesda do Jardim Marajoara, em São Paulo – onde ele é pastor e prega todos os domingos – não conhecem os membros da Betesda e não sabem quase nada sobre a história de vida do Gondim nem da Betesda. Apenas repete o discurso inflamado de seus líderes e pastores que vêem no livre-pensar do Gondim uma ameaça.

Afirmam que o pensamento do Gondim é uma ameaça à Bíblia e à fé cristã – mas é claro que isso é pretexto, para não dizer balela. Quem conhece a Betesda e o Gondim sabe que ele prega todos os domingos na Bíblia e que proclama em alto e bom som a fé cristã: Jesus é Deus encarnado, nascido de uma virgem por meio do Espírito Santo, morreu na cruz por amor de nós, a fim de nos salvar, e ressuscitou no terceiro dia vencendo a morte, estendendo a ressurreição a todos os homens e mulheres por meio da fé. Os que o consideram ameaça, portanto, consideram contra si mesmos, suas doutrinas maléficas, suas estruturas de poder e manipulação mental de gente honesta e de boa fé.

O Gondim virou o herege da vez. O inimigo da vez. Nada mais mesquinho e estranho ao Evangelho – que nos convida a amar os inimigos, mas parece que o universo evangélico se especializou em produzir inimigos para odiá-los em comunhão.

“Heresia” é uma palavra criada para tentar invalidar ideias opostas às ideias vigentes. Criar hereges é fonte de alianças maquiavélicas, para calar a boca de quem incomoda as maiorias, sempre poderosas. O Dr. Martin Luther King Jr. também já foi acusado de herege pelos pastores poderosos de sua época – e libertou um povo oprimido, dando a eles direito à cidadania. Lutero também já foi acusado de heresia, e é reconhecidamente o maior herege da Modernidade – é só por causa dele que temos livre acesso e interpretação da Bíblia. Os apóstolos foram chamados de herege por anunciar que Deus havia encarnado em Jesus Cristo. E, por fim, Jesus já foi chamado de herege por se posicionar ao lado de uma mulher adúltera, relativizando uma lei mosaica, e libertando-a de um assassinato por apedrejamento – por essas e outras, foi parar numa cruz.

Heresia pressupõe uma verdade absoluta. Na fé cristã essa verdade é o Amor, não uma doutrina ou um dogma. Por isso não consideramos o Ricardo Gondim um herege, pois nunca o vimos relativizar a revelação que Deus é Amor. Ele é um herege apenas para quem considera alguma doutrina e lei absolutas. Mas nesse caso, King, Lutero, os apóstolos e o próprio Jesus também eram, então o Gondim está em ótima companhia, e seguindo um excelente caminho.

Se for assim, ainda bem que há hereges, e que ele é um! Nesse caso, aceitaremos o adjetivo como elogio.

Escrevemos para nos posicionar ao lado de quem tem nos ensinado a pensar, a ser livres e a amar. Escrevemos para dizer “obrigado” e “estamos juntos”, a quem nos tem ensinado a crescer a amadurecer na fé cristã.

Como escrevemos em 2007, voltamos a afirmar: aprendemos que qualquer um que tenta abrir os olhos de pessoas encabrestadas pela religião, acaba sendo queimado na fogueira da instituição.

Estamos seguros que o Verdadeiro Amor lança fora todo medo, e por isso não temos medo de caminhar com alguém que nos ensina a lidar responsavelmente com a liberdade do amor.

Obrigado Pr. Ricardo Gondim, conte com a gente. Sua vida tem sido inspiração para todos nós.

Liderança de Jovens da Betesda em São Paulo

Andréa Lujan
Sheyla Pereira
Vitor Príncipe
Heloisa Príncipe
Adilson Lopes
William Romanini
Rose Guedes
Eliane Leite
Bruno Reikdal
William Barros
Joyce Banzato
Alex Janderlan
André Cavalcante
Lucas Lujan

Igreja Betesda no Jardim Marajoara

Fabio Guerra
Igreja Betesda em Diadema

Juliana Caroprezo
Igreja Betesda na Zona Leste

Marcos Ferreira
Igreja Betesda em Jardim das Fontes

Richard Castilho
Igreja Betesda em Osasco

Luis Dias
Igreja Betesda em Vila das Belezas
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[i] HITCHENS, Christopher. Deus não é grande: como a religião envenena tudo. Rio de Janeiro: Ediouro, 2007. Pág 166.


A inspiração de um pai

Por Marcio Uno – Texto em construção

Minha linda filha Polyana está completando 1 ano e 4 meses. Já começou a andar, fala algumas palavras e imita as pessoas. Está se interagindo com o mundo e, para ela, cada dia é uma nova descoberta.

Aqui há uma recíproca, pois também tem sido uma novidade ser pai. Acompanhando o desenvolvimento da Poly, penso intensamente sobre a construção de nosso vínculo e nas relações entre pais e filhos.

Pelo menos, inspiração é o que não me falta.

Num programa de televisão, o entrevistado Marcelo Maldonado Gomes Peixoto, mais conhecido como “Marcelo D2″, comentou e demonstrou sua bela relação que possuiu com seu filho, Stephan.

A quem muitos rotulam com palavras depreciativas como “drogado”, etc, e como um mau exemplo para uma família, “D2″ supera preconceitos e demonstra a linda história de amizade, amor e respeito que tem por seu filho e vice-versa. Maravilhosa “Inspira – Ação”!!!


Os 10 textos mais lidos em 2010

Imagem Extraída de: http://www.portugues.seed.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=272

Por Marcio Uno

1. Como foi o Acampa Betesda 2008… - 477 visualizações

2. Deus é justo? – 441 visualizações

3. Meu Pequeno Lírio Branco – 407 visualizações

4. O Conto da Água Viva – 391 visualizações

5. Controle é poder? – 189 visualizações

6. Carta de minha irmã - 171 visualizações

7. O Deus-impotente e a teologia da cruz – 158 visualizações

8. Cultura Gospel – 139 visualizações

9. Evangelize-me!!! – 130 visualizações

10. Benção Franciscana – 127 visualizações


Há 20 anos atrás…

Imagem Extraída de: http://corinthiansfutmesa.blogspot.com/2010/12/16-de-dezembro-de-1990.html

Por Marcio Uno

Um dos registros de memórias da minha infância (logicamente auxiliado pelos sites www.museudosesportes.com.br, http://www.ipcdigital.com/br e www.gazetaesportiva.net):

Após eliminar o time favorito do campeonato (Atlético Mineiro) nas quartas de finais com o craque Neto, o Timão derrotaria o Bahia nas semifinais e enfrentaria o São Paulo na grande decisão.

O Corinthians venceu o tricolor paulista no primeiro jogo por 1 x 0 com o gol de Wilson Mano, após o cruzamento preciso de Neto. Para se consagrar campeão, precisava somente de um empate.

No segundo jogo, a casa do adversário estava lotada: 100.858 torcedores lotavam o Estádio Cícero Pompeu de Toledo. O árbitro escalado para a partida era Edmundo Lima Filho. São Paulo, dirigido então pelo falecido Telê Santana da Silva, tinha um time superior ao do Parque São Jorge: Zetti, Cafu, Antônio Carlos, Leonardo, Raí e Elivélton (alguns destes seriam campeões mundiais de 1992 em Tóquio). Mas o favoritismo do SPFC não barraria a garra e a pressão corintiana na busca pelo título inédito nacional.

O primeiro tempo terminou empatado. Somente restava ao time tricolor atacar para conseguir tirar a desvantagem. Com o jogo tenso, inicia-se a segunda etapa e também a alegria da fiel torcida: aos nove minutos da etapa complementar, após o rebote do chute de Fabinho, em meio a confusão na pequena área, Pedro Francisco Garcia (Tupãzinho), com seu carrinho desajeitado colocaria a bola para o fundo das redes do arqueiro Zetti.

Fonte da imagem: Acervo/GazetaPress

Gol!!! O Morumbi foi ao delírio!!! A massa corintiana explodia de emoção. O tremor da arquibancada, as bandeiras hasteadas e fogos queimando no céu anunciavam a realidade do sonho esperado. Em casa, lembro-me vagamente que o radinho de pilha ecoava a voz de José Silvério de Andrade que narrava a marcação do tento alvinegro.

Mais do que antes, o São Paulo pressionou o time adversário até o final do jogo, porém não obteve êxito. Edmundo pediu a bola, apontou para o centro do gramado e apitou. Fim da partida!!! O Corinthians deixava de ser um clube regional – até então possuía vinte títulos do Campeonato Paulista e quatro do Torneio Rio-São Paulo – para cair nas graças da nação brasileira.  

Assim como o time de Basílio de 1977 – que quebrou o tabu de 23 anos -, são estes os que entraram para a galeria da história do Parque São Jorge: Ronaldo Giovanelli (o inesquecível goleiro corintiano), Giba, Marcelo Dijian, Guinei, Jacenir, Marcio Bittencourt (este nome não me esqueço), Wilson Mano (o alemão), Neto (José Ferreira Neto, artilheiro e xodó da fiel) – Ezequiel, Fabinho, Tupazinho (Talismã), Mauro Van Basten – Paulo Sérgio. No comando, o grande Nelsinho Baptista.

  Fonte da imagem: http://radiocoringao.wordpress.com/

Este título abriu caminho para as grandes conquistas do Corinthians na década de 90:
- 1991: Supercampeonato Brasileiro
- 1995: Campeonato Paulista e Copa do Brasil
- 1996: Troféu Ramon de Carranza
- 1997: Campeonato Paulista
- 1998: Campeonato Brasileiro
- 1999: Campeonato Paulista e Brasileiro
- 2000: Campeonato Mundial Interclubes da FIFA

Fonte da imagem: Arquivo Victor Hugo

No dia 16/12/90, eu e meu pai escutávamos o jogo pelo rádio enquanto consertávamos o guarda roupa de meu quarto.  Após o término da partida e o anúncio pelo locutor que o Corinthians era o Campeão Brasileiro de 1990, meu pai me abraçou e senti algo maravilhoso: talvez esta seja uma das primeiras vezes que tive contato com a emoção.


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